IMAGINÁRIO DOS DESCOBRIMENTOS:

CAMINHA, SARAMAGO E BRASILEIRO

 

Aleilton Fonseca - UEFS

 

 

Em torno dos 500 anos dos descobrimentos portugueses, o governo lusitano promoveu uma agenda de comemorações, cujo ponto culminante foi a Expo 98, inaugurada em maio daquele ano, em Lisboa. O Pavilhão de Portugal teve como tema as viagens marítimas, o que foi denominado de a “Grande Festa dos Oceanos”. Promovendo-se encontros de nomes destacados da inteligentsia lusófona e a publicação de vários artigos e livros, pretendia-se festejar a expansão ultramarina portuguesa, como um marco de integração lingüistica e cultural de povos diversos. As leituras e a polêmica que tal fato envolveu, por suas implicações sociopolíticas e culturais, não poderiam deixar de repercutir nas ações, discursos e imagens que, em conjunto, marcaram a efeméride

 Na produção literária, dois contos, entre outros, chamam a atenção pela forma como reatualizam o imaginário do descobrimento. O primeiro é O conto da ilha desconhecida, do português José Saramago, inicialmente publicado na revista Veja, de 24 de dezembro de 1997 e, posteriormente, em livro, pela Companhia das Letras, de São Paulo, em 1998. O segundo é A história do gato, do poeta baiano Antonio Brasileiro, publicado pelas Edições Cordel, de Feira de Santana, em 1997, e, recentemente, na revista Iararana n. 3, de Salvador, em maio de 2000. Certamente um autor não conhecia o texto do outro, mas ambos têm em comum o tema e a motivação da data histórica, embora com enfoques diferentes em vários aspectos e, apesar disso, guardando aproximações interessantes. De permeio aos dois contos, devemos considerar, como texto conhecido dos escritores, a Carta de Caminha ao Rei D. Manuel (1500), dando conta do achamento do Brasil.

O imaginário dos descobrimentos funde ideologia, história e ficção e, como tal, é representado de ângulos diversos, a depender do ponto de vista e do locus cultural do narrador. Considerando a Carta de Caminha como referência comum com a qual dialogam os contos em questão, podem-se estabelecer relações entre estes si e com a carta histórica, discutindo suas aproximações e distanciamentos, como retomada crítica do referido imaginário.

José Saramago escreve seu conto motivado pela Expo 98 de Lisboa e, na sua primeira divulgação no Brasil, na revista Veja, oferece-o aos brasileiros, como um convite para visitarem a Exposição, conforme afirma:

 

Este conto foi escrito graças a um convite dos responsáveis do Pavilhão de Portugal para a EXPO 98, que será a última exposição universal do século e se inaugurará no próximo mês de Maio, em Lisboa. Gostaria que esta minha Ilha Desconhecida fosse igualmente um convite para muitos leitores brasileiros: o de viajarem até à terra portuguesa, o de participarem no que será, sem dúvida, a Grande Festa dos Oceanos. A melhor representação do Brasil será a dos brasileiros. Venham. (in: Veja)

 

A Carta de Caminha é uma referência tácita neste cruzamento de sentidos. Com sua retórica persuasiva, concentra seu relato em dois focos: sinaliza a existência das riquezas que interessariam ao comércio mercantilista e descreve os índios como seres dóceis à conversão, o que interessaria à Igreja. Ao Rei, a posse política das novas terras, fechando assim o tripé colonialista. No corpo do relato, a profusão de imagens plásticas e descrições eloqüentes de um paraíso constituindo as qualidades literárias do documento.

O texto de Caminha reflete uma concepção preestabelecida, firmada na mentalidade expansionista portuguesa, que justapunha a visão prática, – ou seja, descobrir territórios, tomar posse deles e explorá-los, subjugando seus habitantes, – a uma visão idealizada das novas terras, desejadas como verdadeiros mananciais paradisíacos.

Em O conto da ilha desconhecida, José Saramago redimensiona esse imaginário, adensando o sonho e o desejo da viagem, e deslocando o seus aspectos práticos, através da recusa ao seu estatuto institucional. Para tanto, o escritor elege personagens do povo, um homem que queria um barco e a mulher da limpeza do palácio real, como depositários do verdadeiro ideal da viagem e descoberta. No desencontro entre a vontade popular e a postura da Coroa, mostra-se o descontentamento social e a burocracia emperrada das instâncias do poder, simbolizada pelas diversas portas do Palácio, por onde o Rei atendia pouco e recebia muitos obséquios e homenagens. O conto assim começa:

 

Um homem foi bater à porta do rei e disse-lhe, Dá-me um barco. A casa do rei tinha muitas portas, mas aquela era a das petições. Como o rei passava todo o tempo sentado à porta dos obséquios (entenda-se, os obséquios que lhe faziam a ele), de cada vez que ouvia alguém a chamar à porta das petições fingia-se desentendido, e só quando o ressoar contínuo da aldabra de bronze se tornava, mas do que notório, escandaloso, tirando o sossego à vizinhança (as pessoas começavam a murmurar, Que rei temos nós, que não atende), é que dava ordem ao primeiro-secretário para ir saber o que queria o impetrante, que não havia maneira de se calar. (Saramago: 1999, p.5)

 

O homem do povo, depois de enfrentar os entraves burocráticos, defronta-se com o próprio Rei, na presença da mulher da limpeza. Insiste que quer um barco para ir à procura da ilha desconhecida.

 

Que ilha desconhecida, perguntou o rei disfarçando o riso, como se tivesse na sua frente um louco varrido, dos que têm a mania das navegações, a quem não seria bom contrariar logo de entrada, A ilha desconhecida, repetiu o homem, Disparte, já não há ilhas desconhecidas, Quem foi que te disse, rei, que já não há ilhas desconhecidas, estão todas nos mapas, Nos mapas só estão as ilhas conhecidas, E que ilha desconhecida é essa que queres ir à procura, Se eu to pudesse dizer, então não seria desconhecida, A quem ouviste falar dela, perguntou o rei, agora mais sério, A ninguém, Nesse caso, por que teimas em dizer que ela existe, Simplesmente por que é impossível que não exista uma ilha desconhecida, E vieste aqui para me pedires um barco, Sim, vim aqui para pedir-lhe um barco, E tu quem és, para que eu to dê, E tu quem és, para que não mo dês, [...] (idem, p. 17-18).

 

Esse homem do povo é desafiante em várias instâncias: da burocracia, do poder real, do saber cartográfico e histórico estabelecidos. Sua atitude desautoriza a viagem como estratégia de estado, conquista e empresa comercial e a afirma enquanto aspiração essencial, sonho e desejo de conhecimento. A ilha a ser descoberta não pertencerá ao rei:

 

Sou o rei deste reino, e os barcos do reino pertencem-me todos, Mais lhes pertencerás tu a eles do que eles a ti, Que queres dizer, perguntou o rei inquieto, Que tu, sem eles, és nada, e que eles, sem ti, poderão sempre navegar. às minhas ordens, com os meus pilotos e os meus marinheiros, Não te peço marinheiros nem pilotos, só te peço um barco, E essa ilha desconhecida, se a encontrares, será para mim, A ti, rei, so te interessam as ilhas conhecidas. Também me interessam as desconhecidas quando deixam de o ser, Talvez esta não se deixe conhecer, Então não te dou o barco, Darás. (idem, p. 18)

 

De fato, vencido pela reiterada petição, o rei libera o barco e homem e a mulher da limpeza preparam a viagem, engajam marinheiros e partem em busca da ilha desconhecida, para, na verdade, empreenderem a busca de si mesmos, pela realização da viagem em si e pela mediação do envolvimento amoroso. Eis, pois, o sentido essencial da ilha procurada:

 

Desde que a viagem à ilha desconhecida começou que não se vê o homem do leme comer, deve ser porque está a sonhar, apenas a sonhar, e se no sonho lhe apetecesse um pedaço de pão ou uma maçã, seria um puro invento, nada mais. As raízes das árvores já estão penetrando no cavername, não tarda que estas velas içadas deixem de ser precisas, bastará que o vento sopre nas copas e vá encaminhando a caravela ao seu destino. É uma floresta que navega e se balanceia sobre as ondas, uma floresta onde, sem saber-se como, começaram a cantar pássaros, deviam estar escondidos por aí e de repente decidiram sair à luz, talvez porque a seara já esteja madura e é preciso ceifá-la. Então o homem trancou a roda do leme e desceu ao campo com a foice na mão, e foi quando tinha cortado as primeiras espigas que viu uma sombra ao lado da sua sombra. Acordou abraçado à mulher da limpeza, e ela a ele, confundidos os corpos, confundidos os beliches, que não se sabe se este é o de bombordo ou o de estibordo. Depois, mal o sol acabou de nascer, o homem e a mulher foram pintar na proa do barco, de um lado e do outro, em letras brancas, o nome que ainda faltava dar à caravela. Pela hora do meio-dia, com a maré, A Ilha Desconhecida fez-se enfim ao mar, à procura de si mesma.(idem,p. 61-62).

 

O sonho realiza-se no estar no barco, em viagem de autodescoberta, pelo sonho e pela imaginação. Sua necessidade – ou seja a necessidade do povo português – era descobrir-se a si mesmo, para redefinir sua identidade, o que não se resolveu com a política expansionista. O conto de Saramago questiona a ideologia dos descobrimentos de dentro de sua cultura, do lugar português. Desse modo, dessacraliza o imaginário prático, através do descentramento do sujeito navegador, um homem do povo em lugar do comandante nobre, numa viagem simbólica de interesse coletivo e não subordinada à Coroa. O percurso narrativo, carregado de afetividade pela valorização da cultura – a viagem em si – destila uma fina ironia no processo que, na acepção de Linda Hutcheon, seria um mecanismo distanciador, uma vez que “a reserva distanciadora pode também ser interpretada como um meio para uma nova perspectiva a partir da qual as coisas podem ser mostradas e, assim, vistas de maneira diferente. (Hutcheon: 2000, p. 79-80) Neste conto, fala a voz do intelectual português, numa reavaliação de sua cultura do passado, em busca de nuances interpretativas novas. Seu discurso abre brechas no registro histórico, para uma dimensão coletiva, simbólica, em torno de uma reflexão em torno da identidade, que perpassa o imaginário português desde Bandarra, Camões, Vieira, Fernando Pessoa e, agora, cabe aos escritores contemporâneos.

O conto de Antonio Brasileiro, A história do gato, tem uma imantação histórica bastante direta. Em estado de sonho, à beira-mar, o narrador empreende uma viagem no tempo e visualiza a chegada das caravelas de Cabral, reinterpretando-a através da consciência de um gato, personagem operatório por excelência. O gato, como personagem que o narrador visualiza e, por vezes, encarna, representa a reação crítica aos invasores. O gato do mato, elemento autóctone marcado pela esperteza e a insubmissão, funciona como voz crítica reinterpretante dos atos e discursos dos personagens registrados pela narrativa oficial, vista agora numa posição invertida, ou seja, a partir do lugar visitado/invadido. O conto assume esse tom desde o início:

 

Começou com o gato me olhando. Demorou um tempão – e eu ali, sei lá! Absorto?

Gato, empoleiro-me na cadeira de balanço e fico a ouvir um sonzinho diferente vindo do mar. Ah, são os navios de Pedro Álvares Cabral. Então não tem importância, já estiveram aqui antes. Simpáticas gentes, chegam cansadas.

Isto não é mesmo uma bosta, Pero? pergunta o comandante.

Quiçá, senhor Comandante.

Peguem este gato, deve ser selvagem.

Não é não, senhor Comandante. E ele quer-vos falar.

É impertinente, hem?

Quiçá.

Aproximei-me do homem. Roía as unhas e coçava uma barbinha rala. Que devia estar um pouco suja.

Pelo visto, és Cabral – falei.

(Pelo visto és Cabral, registrou o escrivão)

Sou.

Tenho água fresca na bica – prossegui.

Ahn – ele fez. E dirigindo-se aos seus homens: Rapazes, cuidem bem dessa água. Só para beber. – E, coçando a barba, para mim: E onde se toma banho aqui, gatinho?

Aqui não se toma banho – respondi.

(Aqui não se toma banho, Comandante, registrou o escrivão)

Pero, escreva aí: aqui não se toma banho.

Já está escrito, Comandante.

E quem ordenou, imbecil?

(Muito bem, Pero, muito bem, registrou o escrivão)

Não sei onde o descobridor foi se lavar. Pelas quatro da tarde armou uma geringonça debaixo da mangueira, ordenou trouxessem-lhe hidromel e reclinou-se a tomar fresca nos pés. De seus navios, ancorados depois dos recifes, velas arriadas, partia a algazarra dos homens cantando arquétipos de fados. (Brasileiro, 1997, p. 58)

 

E mais adiante:

 

Deixe-me ver o tal navegante.

Um preguiçoso, decerto. Varou mares, aportou nessas terras e agora ronca como um leitão. Incapaz de discernir, bronco que é, a fantasia da realidade, pensa talvez que veio aqui para dar uma olhadinha apenas, pois deve seguir viagem. Capitão é pra isso mesmo. Claro que é pra isso mesmo, não houve nada de mais. Refiro-me é à sua opacidade ao ver em mim um gato e não um não-gato. Presentificar-me-ei tão logo acorde.(idem, p. 59)

 

A história do gato estabelece um jogo dialógico/paródico com o relato de Caminha, engastando nele a sua função dessacralizadora, sustentada pelo registro jocoso, brincalhão, que quebra solenidade retórica através da carga de ironia que lhe superpõe. Esse discurso oscila, de acordo com a tipologia de Hutcheon, entre a ironia lúdica (Hutcheon: 200, p. 78), de caráter afetuoso, benevolente, associada ao humor e à espirituosidade, em tom de paródia risível e trocadilho; e a ironia de oposição (idem, p. 83), que subverte o discurso oficial, transgredindo os seus sentidos, numa função “contradiscursiva” contestadora dos hábitos mentais e das expressões dominantes. Trata-se de uma fala extemporânea que se imiscui no discurso da história, por via literária, para revelar a contradição recalcada pela ausência de voz contestadora na data do fato. O colonizador outorgou-nos uma história, em sua versão. E como salienta Edward W. Said (Said: 1995, p. 13) “O poder de narrar, ou de impedir que se formem e surjam outras narrativas, é muito importante para a cultura e o imperialismo, e constitui uma das principais conexões entre ambos.” A história do gato insere-se na série discursiva que vem enfrentando essa herança. Assim, compulsa a história protagonizada pelo colonizador, inserindo-se por sobre sua escrita como uma variante suplementar dessacralizadora. Eis sua conclusão:

 

Nada deve ser posto de lado – berrou de repente Cabral. – Esta merda deve prosseguir como aquele maluco quer. Ele não quer uma nação? Pois terá a nação que quer. Escreva aí, Pero: a terra é toda maravilhosa, não tem cobras, não tem muriçocas, não tem onças pintadas… etc etc. Tudo aqui é muito ótimo. E apressemo-nos com a descoberta. Navegar é preciso. Tenho razão, Escatimburo?

O homem estava irritado e coçava ainda mais a tal barbicha.

E aí foi tudo inacreditável. A marujada afluiu subitamente à praia, as mulheres se empetecando aos risinhos e nós – quero dizer, eu, Tzu e o gato – displicentemente atônitos. Enquanto prestávamos atenção a um grupo aqui, o que estivera ali desaparecia. E ao voltarmos as vistas para o de cá, o local estava vazio. Pero Vaz, sobre um montinho de areia, as pernas cruzadas, anotava qualquer coisa. Aproximei-me.

Que está acontecendo, Pero?

Vamos zarpar. O Comandante deve ter sonhado.

Só por isso?

Só?

E então, enquanto escrevia qualquer coisa, foi me contando o teor daqueles sonhos do Comandante.

Ele vê longe, séculos à frente. E sabe o que ele andou vendo? Esta praia. Atulhada de gente seminua. Por ali assim, umas barracas de pano. Lá por trás, umas carroças ágeis, mas sem alimárias.

Hum!

…sem alimárias.

Você está anotando isso aí? perguntei.

Aqui? Hum-hum. Concluo apenas o informe: Deste Porto Seguro, da vossa Ilha de Vera Cruz, hoje – que dia é hoje? sexta-feira? – sexta-feira, primeiro dia de maio…

Voltei-me para Tzu. Esse cara é um maluco mesmo, hem? – pensei em perguntar-lhe. Tzu olhava o mar distante, os navios sumindo. Rapidamente. O gato afiava de leve suas unhas em minhas canelas. Abaixei-me para acariciá-lo.

Você falava sozinho? perguntou-me.

Ahn?

Olhei em torno, Pero não estava mais. Nem Tzu. Nem os navios.

Gato!- exclamei. – Gato! Gato!

Na minha mão, apenas a areia fria da praia. Finíssima, escorria-me por entre os dedos. Alguns grãos brilhavam, momentaneamente, mais que o sol. (p.

 

A Carta de Caminha é parte do discurso colonial. Descreve, qual inventário, a gente, a terra e tudo que nela contém, num ato de apropriação do lugar e suas riquezas, destituindo seus primeiros habitantes e tornando-os objeto da expansão colonialista. Essa ideologia é questionada em O conto da ilha desconhecida, uma vez que é no plano do sonho e do autoconhecimento que estaria a verdadeira viagem e conquista a empreender. A História do gato dialoga diretamente com a Carta através de um discurso que questiona a sua condição de verdade absoluta, transformando-a em versão. O conto,já pelo título, se apresenta como história, num campo semântico ambíguo para o qual arrasta a Carta de Caminha, relativizando o seu estatuto histórico oficial. O gato, o poeta Tzu e o narrador representam a consciência do lugar invadido que se contrapõe ao discurso invasor.

Ambos os contos questionam a história, num diálogo tenso travado no terreno da ficção. Saramago propõe um novo olhar interpretante, que abre espaços para que a cultura portuguesa possa refletir sua imagem e, assim, possa redimensionar o seu lugar e sua identidade no conjunto de territórios que se aglutinam numa Europa unificada. Antonio Brasileiro propõe uma intertextualidade crítica, mediada pela ironia corrosiva sobre a Carta e pela dessacralização lúdica da versão oficial, como ponto de partida para uma reflexão sobre o país, em busca de uma autodefinição histórica.

Em José Saramago, com o navegante/ contestador, e em Antonio Brasileiro, com o narrador/crítico, esse discurso reinterpretante se traduz e se imanta na imagem de um sonho. Esse sonho é, talvez, o mesmo barco que navega no conto de Saramago, e que é avistado na praia, no conto de Antonio Brasileiro.

 

 

Referências Bibliográficas:

 

CASTRO, Silvio. A Carta de Pero Vaz de Caminha. Porto Alegre: L & PM, 1996.

SAID, Edward W. Cultura e imperialismo. Trad. Denise Bottmam: Companhia das Letras, 1995.

BRASILEIRO Antonio. A história do gato. Feira de Santana: Edições Cordel, 1997.

____. A história do gato. Iararana 3. Salvador, n.3, mai. 2000.

HUTCHEON, Linda. Teoria e política da ironia. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2000.

SARAMAGO, José. O conto da ilha desconhecida. Veja. São Paulo, 24.dez.1997.

____. O conto da ilha desconhecida. São Paulo, Companhia das Letras,1998.